Certo dia um cidadão me perguntou a que tipo de linhagem eu pertecia. Confeço que fiquei mais curioso do que ofendido, pois essa pergunta me fez analisar e observar freqüentemente, os mais variados tipos de pessoas, que vejo cotidianamente em meu trabalho. Sou um artista popular, arte de rua, exposição ao ar livre, contato direto com meu público. Essa aproximação diária, me revelou três tipos de espíritos: livres, atados e atoas.
Vou explicar:
1- Espírito livre: Esse é um tipo raro, é um ser leve, souto das amarras impostas pela sociedade, não se vende por nada, pois seu maior tesouro é a sua liberdade. Esse tipo de espírito tem ética, respeito e amor ao seus semelhantes. Não se levanta sobre as custas dos outros e não baixa a cabeça para nenhuma reverência;
2- Espíritos atados: Esse é uma porcaria de gente, é um ser desprezível, sem vida, que não acredita em nada, nem em deus nem em si mesmo. Não gosta de pessoas, bichos ou plantas; só fica em casa no seu pequeno mundo contabilizando números referentes ao seu poder miúdo, não fala com gente simples, não gosta do novo pois isso afeta seus velhos hábitos e heranças da moral e costumes;
3- Espírito atoa: Esse é, na minha visão crítica, o pior tipo que existe. É um ser que não tem vontade nem opinião própria, é uma espécie de boiada que vive lotando as cidades, gente sem cultura, educação, respeito e sem miolo. O chicote estala, a boiada vai pra direita, estala novamente e volta pra esquerda; assim o sistema capitalista na função de boiadeiro, com chicote na mão dita as regras e direção que o gado deve tomar. Esse tipo se deixa levar muito fácil, só consome porcarias: cd pirata do calipso, celular de um real, assiste novelas todos dias, chora na final do BBB, vota em todas eleições por obrigação, e o que é pior, se mata por nada, dirige bêbado e ainda pensa que é gente.